À Sombra dos Eucaliptos

5 de abril de 2012
por Marcelo Benvenutti
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No Céu e no Inferno

Desde a goleada contra o The Strongest que tenho notado uma nova acomodação nas arquibancadas do Beira-Rio. Sem os “líderes”, torcidas mais ou menos desorganizadas, umas puxando cantos daqui, outras dali, a torcida colorada se redescobre. No jogo contra os bolivianos até antigos cantos, parecendo que entoados de outras épocas, ecoaram pelas vozes vermelhas. Ontem às noite contra o Santos não foi diferente. Mas deixem eu c0meçar minha história do começo, claro,  que aqui eu não falo de táticas, nem o motivo da, ainda espero, existência deste espaço. O motivo da existência deste espaço é a torcida. A torcida e sua loucura. Literatura e futebol. Escritores ou candidatos à escreventes tentando pintar as cores das almas que se diluem nos estádios. A alma com que faz que eu esteja aqui, três da manhã, envolto nas penumbras de um jogo que se foi, encantado com esta paixão que se chama futebol e que, apesar de todas as babaquices dos políticos, desejo manter viva no meu espírito.

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