INTER ENTRE A “LIÇÃO” E O “CHOQUE DE REALIDADE” NA LIBERTADORES

Data:

Sacramento

O jogaço entre Inter e River Plate sacramentou, definitivamente, o reencontro dos colorados com a sua verdadeira grandeza. O empate, mesmo com gosto amargo, mantém os vermelhos na liderança no grupo e encaminha muito bem a classificação ao mata-mata da Maior das Américas. Entretanto, é preciso tirar lições do batismo de fogo contra o atual campeão do continente. É inegável que a equipe e o treinador sentiram o tamanho do jogo na etapa final e escancaram o estágio de time ainda inexperiente em ‘grandes duelos’ e com opções insuficientes no banco de reservas.
Resumo da ópera

A postura da primeira etapa justifica o sonho dos vermelhos pelo Tri. No segundo tempo ficou claro que o sonho ainda é obra e graça da utopia. Marcelo Gallardo alterou o cenário do jogo no intervalo e transformou o Beira-Rio em Monumental de Nuñez. Liderados pelo meia De La Cruz e pela migração para três zagueiros, os argentinos sobraram na etapa complementar.

Nos cascos

Para vencer e convencer, o Inter precisa, necessariamente, jogar com a corda esticada. Todavia, a postura é fisicamente impossível durante 90 minutos. É aí que entra em campo a importância do treinador, sobretudo através das substituições. Ontem foi a pior jornada de Odair à frente do colorado. Demorou a entender a migração do River para três zagueiros que garantiu superioridade numérica aos argentinos na meia-cancha. Mais do que isso: demorou pra mexer e quando trocou ‘gastou bala na parede’. A presença de Guilherme Parede como camisa 9 é sintomática.

Camisa 2

Até a lesão de Bruno, o Inter havia corrigido a principal carência técnica do time: a camisa 2. Com o retorno de Zeca, porém, a linha defensiva voltou a se desequibrar, embora ‘por dentro’ não tenha sofrido prejuízos com a dupla Moledo-Cuesta e os socorros de Dourado, Edenílson e Patrick. Para o futuro, insisto: deslocar o zagueiro Emerson Santos pode ‘dar liga’.

Articulação

A presença de um defensor na camisa 2 pode liberar ainda mais D’Alessandro para jogar. Aliás, o camisa 10 só não fez chover na etapa inicial, enquanto teve fôlego. E aí que está problema. Para o futuro Sarrafiore deve ser o reserva imediato. Mais do que isso: os argentinos devem ter mais liberdade para flutuar pela meia-cancha. A postura aberta à direita reduz drasticamente o potencial técnico dos gringos.

Camisa 9

Outro problema do Inter é a camisa 9. O time não retém a bola, o que dificulta a transição de Patrick e Edenílson – novamente de jornada monstruosa – ao campo de ataque na transição. A ligação direta, que às vezes é necessária e poderia ser alternativa, é outro expediente nulo no Inter com Sobis e seus 1,72 cm de altura. Na defesa, falta o centroavante no primeiro pau – foi assim que o Novo Hamburgo ganhou semana passada. Problemas que tendem a ganhar soluções a partir da chegada de Paolo Guerreiro. Em que pese o longo período de inatividade do camisa 9.

Fotos: Ricardo Duarte / Internacional oficial

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