Coleção de NFTs que tem Neymar como um dos usuários é acusada de racismo

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A mais famosa das coleções de NFTs do mundo, a Bored Ape Yatch Club, que tem entre o seus compradores Neymar Jr, está sendo fortemente acusada de racismo há algumas semanas.

As acusações de ataques que buscam desumanizar a comunidade negra, judia e asiática partiu de um jornalista e YouTuber americano chamado Philion. Em um vídeo no seu canal do YouTube, Phillion associou as imagens dos macacos que são os token não fungiveis (NFT) com diversos subtextos preconceituosos incitando até o nazismo.

De acordo com o jornalista, desde a logotipo da BAYC os sinais estão sendo lançados. Desde sua semelhança com a bandeira de uma unidade nazista durante a segunda guerra, até os 18 dentes do crânio do macaco estampado no logo que seria uma referência a numerologia adotada por Hitler em seu nome.

Outra acusação é justamente da escolha de macacos para representar os personagens. Como se os animais fossem o típico esteriótipo com conotação racista.

“A razão pela qual as pessoas tiveram esta conclusão (de que os NFTs da BAYC são racistas) é devido a uma coisa chamada simianização. Isso se refere a comparação de grupos étnicos a um macaco”, apontou Philion.

Desde a declaração do jornalista, se percebeu uma leve queda na popularidade dos BAYC, no entanto, nada impactante, já que a queda do ativo digital também é referente a crise das Criptomoedas que vem acontecendo.

A sugestão do jornalista quanto o fim do movimento, é a “queima” dos itens. Apontando que mesmo que os donos não sejam racistas, a mensagem que está sendo passada é.

O impacto das acusações em atletas

Neymar não é o único atleta de alto nível a possuir um Bored Ape. Ao lado do astro do futebol brasileiro, nomes como Serena Williams e Stephen Curry, que constantemente estão envolvidos na luta contra o preconceito, também são donos de Apes milionários.

Coincidentemente com o crescimento da popularidade das acusações de racismo em cima dos BAYCs, Stephen Curry retirou o seu Ape de sua foto de perfil no Twitter e Instagram, que já algum tempo estava por lá. A atitude não foi diretamente ligada aos casos de racismo, pelo menos não até onde se sabe.

Serena Williams também usou por algum tempo seu Ape como foto de perfil no Twitter. E no caso da jogadora sim existem algumas teorias que de fato ela retirou a imagem por conta dos subtextos racistas encontrados na coleção.

O ato de colocar a foto do NFT como perfil em uma rede com milhares de seguidores já é uma tática usada desde os primórdios dos tokens não fungiveis. Até hoje Neymar utiliza o seu item de mais de 3 milhões de reais em seu Instagram com cerca de 150 milhões de seguidores.

O brasileiro no entanto foi um que sofreu muito com o impacto da desvalorização de criptoativos, já que os seus Apes anteriormente comprados por 6,6 milhões de reais juntos, hoje estão cotados em pouco mais de 800 mil.

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