FGSURF pede a retirada de redes de pesca do litoral gaúcho

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Sempre escrevo e aposto em texto positivos, condizentes com minha realidade de esportista de aventura, porém recebi hoje de Gabriel de Mello, Assessor de Comunicação da Federação Gaúcha de Surf, um email de apelo a mais um incidente trágico com surfista no nosso Estado.

É importante que todos saibam o que esta acontecendo:

“Na segunda-feira (13/04) a Federação Gaúcha de Surf, juntamente com Associação dos Surfistas de Capão da Canoa e o Deputado Estadual Sandro Boka, realizaram vistoria no local do acidente e posteriormente foram recebidos na Prefeitura de Capão da Canoa para tratar do triste tema. Na ocasião, foi protocolado um Oficio solicitando audiência publica para debater mudanças nas áreas de surf do município. Também foi entregue a prefeitura um estudo realizado pelo Centro de Estudos Geológicos Costeiros da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CECO-UFRGS) a respeito das correntes marítimas.

Este estudo apresenta dados técnicos a respeito da velocidade que um corpo atinge em condições de corrente lateral em nossa orla. Baseados nestes estudos, necessitamos ter no mínimo 4 km de áreas livre para pratica do surf. Acreditamos que para que um acordo possa ser realizado com estes padrões todas as partes envolvidas terão que ceder na negociação.

Já na terça-feira (14/04) a Federação Gaúcha de Surf, através de seu presidente Orlando Carvalho, entregou um Oficio para a Casa Civil, solicitando uma nova varredura no litoral Gaúcho para a retirada de todos os artefatos de pesca, que não estejam de acordo com a Lei 12.050 de 2003. Esta varredura deverá ser realizada pela Brigada Militar.

Outra ação realizada nesta terça-feira foi uma reunião no gabinete do Deputado Estadual Sandro Boka, que integra a frente parlamentar para conciliação entre Pescadores e Surfistas. Nesta reunião foi definida a necessidade urgente de criar uma nova lei estadual adequando as áreas de acordo com o parecer do CECO-UFRGS. A sinalização deverá ser feita com Totens coloridos, conforme sinalização padrão de segurança nas cores vermelha, amarela e verde. Também será solicitado a ajuda da Petrobras para a sinalização.

Foi solicitado a duas Agências de Marketing que criem uma campanha publicitária completa para auxiliar na divulgação das áreas seguras. Segundo critérios técnicos somente as áreas com 4 km ou mais serão declaradas seguras. No dia 25 de Abril será lançado o logo oficial da campanha durante a quarta etapa do Circuito Gaúcho Profissional, que será realizado em Torres.

Durante três anos e meio o litoral Gaúcho não teve casos de afogamento devido a artefatos de pesca. A Federação Gaúcha de Surf durante todo este tempo este a frente do programa Surf Legal, desenvolvido em conjunto com o Governo do Estado, Brigada Militar, Associações de Surfistas e municípios”.

“Praia Segura, Surf Legal”

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